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03/12/2015

Mestrado em Literatura na UnB

Ontem saiu o resultado final da seleção do Mestrado em Literatura da Universidade de Brasília, e este que vos escreve foi aprovado e ficou muito contentinho. Estou entusiasmado com as possibilidades que isso vai me abrir. Devo conhecer pessoas com interesse semelhante ao meu pelo mundo literário, ganhar densidade teórica em temas relacionados a essa área e disciplinar meus estudos para produzir textos legais, que me permitam dialogar intelectualmente com outros estudiosos. Fazia tempo que eu adiava a realização do desejo de incluir-me no meio acadêmico. Passadas várias etapas da vida que priorizei em detrimento do Mestrado, enfim, chegou o momento. Com isso, o Palavra de Literatura passa a ser também um diário acadêmico. Como o Mestrado é em Literatura, acredito que não fujo ao escopo do blog. :-)

30/11/2015

Rapidinhas de final de novembro

Prevejo que dezembro será um mês com fôlego nas postagens. Estive mais ausente do blog do que gostaria em novembro. Tive a seleção do Mestrado em Literatura, precisei preparar e apresentar um seminário na disciplina que curso, como aluno especial, do mesmo programa de pós-graduação, houve meu aniversário, que consome tempo na obrigação prazerosa de atender aos apelos de familiares e de amigos para comemorações, além das fogueiras de tempo de sempre: trabalho, relacionamento, amizades, visitas de gente querida a Brasília. Concluídas essas etapas, consegui terminar algumas leituras e retomar outras, agora falta comentá-las aqui.

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O livro que mais trabalho me dará vai ser Viva o povo brasileiro. Li-o, como sabe quem acompanhou postagens recentes aqui, por causa do seminário referido no parágrafo acima. Se toda obrigação fosse assim prazerosa e transformadora, eu viveria submetido a elas. O problema para tratar desse romance de João Ubaldo Ribeiro aqui será a dificuldade de abarcar a grandiosidade desse texto. É impossível fazer jus ao todo que ele significa, e disso sobressai o desafio de fazer recortes que sejam cirúrgicos e relevantes. A seleção será muito complicada, eu provavelmente não ficarei plenamente satisfeito com o resultado, contudo é preciso fazê-la.

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Darei notícias também sobre Cangaços. Apanhado de textos de Graciliano Ramos sobre as manifestações do cangaço, inclui crônicas, ensaios e capítulos de romances como "Vidas secas" e "Caetés". A unidade temática da coleção é reforçada por notas explicativas e contextualizadoras, e um posfácio dos organizadores sintetiza os aspectos formais e conteudísticos comuns, além de sugerir liames desses textos com a obra de Graciliano considerada globalmente. A prosa do escritor alagoano, louvada há décadas com muita razão, a meu ver, dispensa comentários e responde por boa parte do prazer proporcionado pela leitura deste volume.

10/07/2015

Notícias dos últimos tempos

Terminou esta semana a disciplina do Mestrado em Literatura que cursei como aluno especial, a qual decidi fazer depois de iniciado o blog. Com isso, fico com mais tempo livre, ao menos, por umas semanas, para dedicar-me ao Palavra de Literatura. Talvez me submeta à seleção do Mestrado, cujo edital já foi publicado. Se for o caso, devo desviar tempo para a elaboração de um projeto de pesquisa, para a sedução (figurativamente!) de algum orientador e para a leitura da bibliografia do edital, já publicado. Veremos.

A disciplina que concluí, de quatro créditos, chamou-se "Literatura e mobilidade" e propôs-se a estudar, essencialmente, a representação literária da mobilidade, mais especificamente, das migrações, das diásporas, do exílio etc. A bibliografia foi muito interessante, especialmente a teórica, que incluiu textos de Edward Said, Stuart Hall, Salman Rushdie, entre outros mais restritos à academia. Foi bacana especialmente porque me permitiu conjugar o gosto pela literatura e pelos temas internacionais.

Meu artigo final, correspondente a 65% da nota, foi uma análise do romance Rakushisha, da escritora carioca Adriana Lisboa. Minha ideia foi enfocar a viagem da personagem Celina ao Japão como uma metáfora para o processo de luto que ela vivenciava no plano psicológico. Um dos textos teóricos mais interessantes do curso, designado a mim para apresentação de seminário, foi justamente sobre como a escrita de viagem normalmente está vinculada a um percurso íntimo, a um desenvolvimento no âmbito interior do viajante-narrador.

Esta é a capa da edição impressa. Li em formato eletrônico, no Kindle.


Em postagem seguinte, comentarei o romance e esmiuçarei melhor a abordagem que propus. O problema é que o risco de spoiler é grande. Veremos como contorno essa dificuldade. Também devo comentar as leituras conclusas no período de ausência, bem como aquelas em curso atualmente. No primeiro grupo, estão, além do Rakushisha, O livro da dor e do amor, de psicanálise, muito aproveitado para o artigo mencionado. No segundo grupo, estão A menina sem estrela, de Nelson Rodrigues, Harry Potter e a pedra filosofal, de J. K. Rowling, e 18 dias, de Matias Spektor. 

Aguardem, mas, se demorar, podem cobrar.

19/03/2015

Rapidinhas diversas

Fui aceito como aluno especial no Mestrado em Literatura da Universidade de Brasília, em duas disciplinas. Já tive aula na primeira, na terça-feira à noite. O título oficial é "Representação literária", porém o professor chamou o curso de "Literatura e mobilidade". Aos poucos, contarei detalhes. Devo usar as leituras obrigatórias como fonte de postagens também.

Material da disciplina.


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A leitura de o remorso de baltazar serapião segue em ritmo mais lento. Continuo gostando muito, embora o clima da história tenha ficado bem pesado. Deve ser a preparação para o remorso.



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No fim de semana, fui novamente à Livraria Cultura. O objetivo - ou desculpa - era comprar presente para um amigo que aniversariava. Como é historiador, escolhi para ele Conversas com historiadores brasileiros, da Editora 34, que traz entrevistas bem bacanas com os principais historiadores do país, como José Murilo de Carvalho, Emília Viotti da Costa e Evaldo Cabral de Melo. Saí de lá também com exemplares de Sejamos todos feministas, de Chimamanda Adichie, que darei de presente a minhas irmãs mais novas, com 13 e 12 anos. Se alguém acha cedo demais para essa leitura, alego que muito mais cedo o sexismo com viés masculino foi incutido nas mentes delas. A linguagem é simples e direta, então, não creio que elas terão dificuldade.

10/03/2015

Rapidinha de inscrição como aluno especial

Faz tempo que nutro a vontade de fazer mestrado em Literatura, mas ora as datas de inscrição coincidem com viagens agendadas muito antecipadamente, ora fico reticente quanto a assumir obrigações de leitura e de comparecimento a aulas, depois de um longo período de vida consumido por esse tipo compromisso. Vinha pesando na balança do tempo se valeria a pena privar-me, de novo, do atual período de relativa liberdade na escolha das leituras e na destinação de meu parco tempo livre de expediente. Acabei de escrever a exposição de motivos requerida pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura da UnB para inscrição como aluno especial. Solicitarei matrícula em duas disciplinas. Aguardem cenas dos próximos capítulos.